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Por que estudar relações étnico-raciais no Brasil?

Por que estudar relações étnico-raciais no Brasil?

Enquanto psicólogos temos que sempre estar colocando em cheque nossos conceitos e ideologias, avaliar o por que pensamos dessa forma. Isso incluirá nossos preceitos e preconceitos. Mas será que nossos conceitos e preconceitos que tanto defendemos possuem algum real argumento, respaldado em fundamento social? Será que, se estudarmos as relações sociais e étnicas, conseguiremos mantê-los?

Não é fácil responder a tais questões, e suponho estar equivocado aquele que responde de pronto. Pois já o errou sem a devida reflexão. O preconceito já está tão enraizado em nossa cultura e sociedade que é quase imperceptível, mas isso não quer dizer que não o seja. Venho aqui hoje deixar meu testemunho de quão importante é essa disciplina em nossas universidades, ainda mais na nossa área de conhecimento.

Ao estudar tais relações podemos colocar à prova nossos conceitos mais internos e entender um pouco da concepção cultural e social do Brasil. Então, devemos estudar a formação do preconceito social nas relações étinico-raciais para chegar a uma conclusão plausível, e essa é a proposta da matéria. A disciplina procura fomentar essas e outras reflexões.

Estudar as relações étnico-raciais exige certa atenção e seriedade, ainda mais para nós psicólogos ou estudante de psicologia. Ela, a disciplina, tentará nos apresentar a sociedade por um outro prisma e revelará certas condições das quais podiam passar despercebidas para nós. Digo tudo isso justamente porque o psicólogo, enquanto psicólogo, e no consultório – porque somos humanos também -, deve se abster de posicionamentos e de preconceitos, por aquele período de tempo, para impedir que seu Ego influencie por demais a relação analista x paciente. E para conseguir isso, nada melhor que estudar a formação do preconceito em nossa sociedade, confesso que a matéria em questão tem um foco de atuação principal, mas abre um leque enorme de questionamentos pessoais e sociais. Ser psicólogo é estar em constante mudança, aperfeiçoamento e descobrimento pessoal. Coisas, essas, que a disciplina, também, busca fomentar.

 

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