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Por que Estudar a História da Psicologia?

Por que Estudar a História da Psicologia?

Sou defensor do estudo da história da nossa psicologia, entendo que compreender o passado e se "familiarizar" com os teóricos de outrora nos ajuda a aprender um pouco - mesmo que superficialmente - do contexto social-histórico e como eles (teóricos) desenvolveram seus pensamentos, como elaboraram suas teorias.

Mesmo que a posteriori, acredito ser essa uma das grandes competências que essa disciplina busca proporcionar. Mas, voltando para o objetivo principal, a disciplina de história da psicologia busca desenvolver o entendimento do aluno quanto a concepção, criação enquanto ciência objetiva e desenvolvimento da área de estudo em questão (psicologia). Se essa disciplina faz parte da grade curricular é porque sua instituição de ensino decidiu que seria importante estudar a história desse curso. Imagina ser questionado do porque de Wundt ser considerado o "pai" da psicologia moderna ou quem é o "pai", "criador", da psicologia e, o psicólogo ou estudante, não saber responder. Pouco quero afirmar que isso seja sinônimo de proficiência na área, mas todo profissional - independente da área - deve conhecer quem proporcionou sua área de conhecimento. Claro, isso para mim. Até se explica para quem não teve oportunidade de estudar a história da psicologia na universidade - há faculdades que não integram tal disciplina na grade curricular -, mas não justifica a não procura por conhecer.

Caso não saiba ou tenha esquecido, confira o artigo abaixo:

Saiba Mais: Wilhelm Wundt - O Pai da Psicologia Moderna.

 

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Encontrada Rara Entrevista com Sigmund Freud

Encontrada Rara Entrevista com Sigmund Freud

 Uma preciosa entrevista foi encontrada na biblioteca da Sociedade Sigmund Freud. A entrevista foi concedida ao jornalista americano Geroge S. Viereck, em 1926. O texto que reproduzimos aqui faz parte de um volume intitulado de Psychoanalysis and the Fut (Journal of Psucholog) dos anos de 1957. Essa entrevista nos mostra parte do cotidiano e pensamento de Freud, podemos vislumbrar como o pai da psicanálise vê a vida e como lhe atribui os mais nobres sentimentos; certo estou que o texto que se segue é enriquecedor e uma leitura obrigatória para aqueles que simpatizam-se com a teoria freudiana.

 

O valor da vida! Uma entrevista rara de Freud:

Setenta anos ensinaram-me a aceitar a vida com serena humildade.

Quem fala é o professor Sigmund Freud, o grande explorador da alma. O cenário da nossa conversa foi uma casa de verão no Semmering, uma montanha nos Alpes austríacos.

Eu havia visto o pai da psicanálise pela última vez em sua casa modesta na capital austríaca. Os poucos anos entre minha última visita e a atual multiplicaram as rugas na sua fronte. Intensificaram a sua palidez de sábio. Sua face estava tensa, como se sentisse dor. Sua mente estava alerta, seu espírito firme, sua cortesia impecável como sempre, mas um ligeiro impedimento da fala me perturbou.

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Documentário: Um encontro com Lacan

Documentário: Um encontro com Lacan

 

Nome do Documentário: Encontro com Lacan / Rendez Vous Chez Lacan.

Ano de produção: 2011

País de produção: França

Direção: Gerard Miller

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Skinner e o novo conceito de Ciência Natural

Skinner e o novo conceito de Ciência Natural

 

 Todo estudante de psicologia que se preze já deve ter ouvido falar do psicólogo americano B. F. Skinner (Burrhus Frederic Skinner), conhecido como precursor do Behaviorismo Radical. Ao longo dos semestres de um curso de psicologia temos oportunidade de conhecer um pouco sobre ele; normalmente estudamos Skinner e seu behaviorismo nas disciplinas de Teorias e Sistemas de Psicologia, Psicologia Geral e Experimental ou em matérias mais específicas sobre behaviorismo. Claro, a nomenclatura poderá mudar de universidade para universidade mas uma coisa é fato: Estudamos behaviorismo no curso de psicologia. E sabe por que? Simplesmente porque o behaviorismo é uma das matrizes psicológicas, isso por si só já explica o porque de sua importância.

 Sabemos que Skinner foi muito importante para o movimento Behaviorista americano e que trouxe muitas contribuições para a psicologia, mas você sabia que não foi só a psicologia que foi afetada e teve alguns conceitos "alterados" pelo Skinner?  A ciência como um todo também foi afetada pelo trabalho de Skinner. Se hoje temos o estudo do comportamento humano como parte das Ciências Naturais, ou melhor, se temos o conceitos de Ciências Sociais, foi porque lá atras Skinner afirmou e comprovou que o comportamento humano é passivel de estudo. Estudo esse que agrega as características da ciência.

Mas antes que possamos falar em como o Skinner influenciou a ciência, devemos explicar como era a ciência antes dele.

 

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Você sabe o que é Zeitgeist?

Você sabe o que é Zeitgeist?

 

Bom dia Psico Leitores,

Recebi hoje, no facebook, uma pergunta sobre Zeitgeist. Após responde-la, me surgiu a ideia de criar um artigo falando sobre essa expressão amplamente usada nos livros de história da psicologia.

 

O que é Zeitgeist?

 Zeitgeist é um termo alemão que significa espírito da época. Trazendo para a psicologia, quando lemos "zeitgeist" em um livro o autor está se referindo ao clima intelectual e cultural da época que propiciou o surgimento de algo, daquilo que ele está abordando no texto.

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Qual a importância da filosofia para a Psicologia?

Qual a importância da filosofia para a Psicologia?

 Você já se perguntou sobre "qual a importância da filosofia para a psicologia" ou "quais as influências que a psicologia tem da filosofia"?

É comum questionarmos sobre o papel da filosofia no surgimento da psicologia, ainda mais quando começamos estudar a história da psicologia. Para que possamos responder o tema proposto, devemos entender as perspectivas dos filósofos que contribuíram com a indagação sobre nossa própria existência para, depois, entendermos quais os pontos que a psicologia criticou e que suscitou na separação dessas duas áreas. Como não pretendo abordar a relação tênue entre filosofia e psicologia, me limito em falar do cenário que favoreceu o aparecimento da psicologia enquanto ciência e das influências que ela teve.

 

Podemos dizer que a psicologia começou germinar com os primeiros filósofos gregos, ao questionarem a sua realidade. Esse movimento foi impulsionado por consequência da criação das primeiras cidades-estado e da alavancada econômica e social que ocorreu na Grécia, o que resultou na necessidade do homem olhar para si e questionar a sua própria realidade e a das coisas. Ressalto que estamos ainda na era pré-socrática, quando a maioria dos questionamentos tinha uma origem metafísica. A importância desses pensadores está no uso especulativo da razão que, através desse método, buscavam responder os questionamentos sobre a origem das coisas. E é nesse contexto que, anos depois, nascerá Sócrates e moldará uma parte importantíssima da história da filosofia.

Com a influência de Sócrates, tivemos outros grandes pensadores como Platão e Aristóteles que abordavam a relação entre mente e corpo; acreditavam que a mente e o corpo estavam ligados, sendo que a primeira exercia forte influência sobre o corpo e ambos não podiam ser dissociados. Posteriormente, um filósofo, físico e matemático francês chamado René Descartes questionou essa relação, dizendo que acreditava na interação unilateral porém o corpo exerceria maior domínio sobre a mente (cérebro). Logo, Descartes influenciou toda a filosofia moderna e é considerado, por muitos, o pai dela.

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Considerações sobre a psicologia experimental de Wilhelm Wundt

Considerações sobre a psicologia experimental de Wilhelm Wundt

 Olá PsicoLeitores,

Hoje escreverei algumas considerações da psicologia experimental de Wundt ao longo de sua vida acadêmica, e a importância que ele tem até hoje. Caso queira saber os pormenores de Wilhelm Wundt, acesse o artigo Wilhelm Wundt o Pai da Psicologia Moderna.

 

Sou obrigado a dizer, com certo pesar, que são poucos os psicólogos que realmente estudam e entendem a teoria de Wundt no Brasil. Por certo, isso se da pelo fato de que as obras de Wilhelm Wundt são pouco exploradas pelas editoras e, por outra perspectiva, necessito levantar a ideia de que junto com a falta de interesse do editorado há um descaso por parte dos próprios psicólogos; não devemos culpa-los, até, porque, parte dessa culpa origina-se no seio acadêmico que ocupado com temas de maior relevância, pro contexto atual, acaba negligenciando aspectos importantes. Digo importantes pois acredito que, para entendermos o que a Psicologia é hoje, precisamos entender as grandes mentes por traz das teorias, o que as motivaram e como pensaram. Só assim, realmente, entenderemos a teoria em toda sua complexidade. Mas, admito que, ler as obras de Wundt não é nada fácil; com forte peso filosófico e com característica de pensamento (e escrita) dos acadêmicos alemães da época, tais obras são custosas de se entender e adaptar na nossa realidade brasileira. Atribuo isso a forma rebuscada com que ele escrevia, herança da tradição filosófica alemã que o precedeu.

Outro ponto importante é que o pensamento de Wilhelm Wundt foi abraçado pela filosofia, e não pela própria psicologia. Foi a filosofia que ocupou o lugar central do seu projeto intelectual. "Wundt foi acima de tudo um filósofo, cujo objetivo último era elaborar um sistema metafísico universal - uma visão de mundo - baseado nos resultados empíricos de todas as ciências particulares" (Araújo, 2009).

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Documentário: Freud - Análise de uma Mente

Documentário: Freud - Análise de uma Mente

 

 

 

Nome do Documentário: Freud - Análise de Uma Mente

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Wilhelm Wundt - O Pai da Psicologia Moderna

Wilhelm Wundt - O Pai da Psicologia Moderna

 

Wilhelm Maximilian Wundt (1832-1920) foi filósofo, médico e psicólogo. Nascido em 31 de agosto de 1832 em Mannheim, Alemanha, teve uma infância bastante solitária e recheada de fantasias sobre seu futuro como escritor famoso. Filho de pastores luteranos alemães, Wundt não alimentava boas lembranças de seu pai, "lembrava-se de um dia em que o pai fora visitar a escola e dera-lhe uma bofetada no rosto por não prestar atenção ao professor" (Schultz, 2016, p. 67). Ele veio de uma família com forte tradição acadêmica, tradição esta que se justifica com ancestrais intelectualmente renomados em praticamente todas as áreas da época. Não é difícil imaginar a pressão que ele não passara, "parecia que essa extensa linhagem seria interrompida com o jovem Wundt" (Schultz, 2016, p. 68).

"A primeira etapa da investigação de um fato deve ser uma descrição dos elementos individuais [...] dos quais ele consiste" (Diamond, 1980, p. 85).

(Declaração de Wundt)

 

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O Método de Introspecção de Wundt

O Método de Introspecção de Wundt

 

 

Esse artigo é uma continuação de Wilhelm Wundt - O pai da psicologia, para queira saber sobre a vida de Wilhelm Maximilian Wundt clique aqui.

 

O Método de Introspecção de Wundt:

 A introspecção é o ato em que a pessoa analisa seus estados mentais, tomando consciência deles. Crenças, imagens mentais, emoções, memórias (visuais, auditivas, tácteis, olfativas) e pensamentos são conteúdos mentais que são passíveis de intropecção. Em outras palavras a introspecção é a autoanálise da mente a fim de inspecionar e relatar pensamentos e/ou sentimentos pessoais.

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Vida e Obra de Abraham Maslow

Vida e Obra de Abraham Maslow

 

 Abraham Harold Maslow (1908-1970) foi um psicólogo americano, conhecido pela sua teoria da Hierarquia das Necessidades e pelos estudos que incentivaram o movimento humanista que, por consequência, trouxeram credibilidade acadêmica para a psicologia humanista. Nasceu em primeiro de abril de 1908, no Brooklin. Filho de imigrantes russos, foi o primogênito entre um total de sete irmãos.  Por influência de sua família foi estudar direito na faculdade de direito de Nova York, onde ficou por um ano e meio e se transferiu para Cornell University.

Schultz (2016, p. 338) nos conta: "Quando ele (Maslow) foi para Cornell University, sua primeira experiência com a área de psicologia o alienou quase completamente", e continua, "O curso para o qual se matriculou, dado por Titchenner era 'horrível e desanimador e não tinha nada a ver com pessoas, por isso, fiquei horrorizado e me afastei do curso' (Hoffman, 1988, p. 26)". Logo depois, Abraham Maslow se transferiu para a University of Wisconsis. Foi lá que ele encontrou uma abordagem diferente em psicologia, obtendo Ph.D. em 1934.

Porém Maslow, até então, tornara-se um entusiasta behaviorista watsoniano e era convencido de que a abordagem científica natural mecanicista podia proporcionar todas as respostas para os problemas do homem. Foi então que "uma série de experiências pessoais o levou perceber que o behaviorismo era limitado demais para lidar com os persistentes problemas do homem" (Schultz, 2016, p. 338). Foi influenciado por leituras dentro da psicologia da Gestalt e da Psicanálise, além do contato que teve com os psicólogos europeus fugidos da Alemanha nazista e instalados nos Estados Unidos, tais como Koffka, Adler, Wertheimer e Horney. O contato com esses importantes psicólogos foi possível porquê Maslow estava ministrando aulas no Brooklyn College, e foi onde suas primeiras tentativas de humanizar a psicologia tiveram consequências pessoais negativas. Ele foi considerado muito ortodoxo, fora do contexto behaviorista, os professores e seus colegas o evitavam; mas esse período era compensado pela simpatia dos jovens estudantes.

O ataque surpresa a Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941, afetou Abraham Maslow. "Aquele momento mudou minha vida", escreveu ele, "e determinou o que tenho feito desde então" (Hall, 1968, p. 54). Foi a partir disso que ele decidiu dedicar-se ao desenvolvimento de uma psicologia que lidasse com os ideais humanos mais polidos. Decidiu (e não mediu esforços) trabalhar para transformar a personalidade humana, melhorando-a. Ele estava cansado das outras psicologias só prestarem atenção no lado obscuro da personalidade; no caso da psicanálise com suas histerias e complexos; e a total desumanização (na visão dele) por parte do behaviorismo. Ele era contra o determinismo na psicologia. Maslow acreditava que o ser humano era capaz de comportamentos mais nobres do que o ódio, preconceito e guerra; desviou sua energia para criar uma psicologia que tinha como foco os atributos nobres do ser humano, que estimula o que temos de melhor.

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